Olhai diante de ti, querido ser civilizado …

O que vemos? Enquanto desfrutamos do colo acolhedor de um Ser Divino Planetário há muito concebido… para nossas experiências e fluências… para nossos manifestos… Um espírito benevolente que agora almeja rejuvenescer, curar-se, libertar-se e ascender…

Olhai diante de ti, querido ser civilizado… Esta Mãe provedora de nosso sustento, onde há desertos que já foram férteis… e áreas férteis que já foram desérticas, por remanejamento ao equilíbrio, mas não cabia aos civilizados a decisão de extinguirem verdes vidas … obstruírem o fluxo de águas cristalinas… obscurecerem o azul do dia… distanciarem o brilho das estrelas…

Olhai para além de ti, querido ser civilizado… Qual seria o futuro de nossa prole… onde crescerão saudáveis e felizes as crianças… se permitirmos desonrar a existência desta Mãe, ao observarmos apenas dividirem seu corpo, interromper- lhe a pulsação e envenená-la… mutilar seus membros, matar suas células, manchar sua pele, sufocar- lhe a respiração… expulsar os Seres a Ela integrados, expô-la a um sacrifício lento, impiedoso, inconsequente…
Olhai para além de ti, querido ser civilizado… Somos tão selvagens de origem quanto os selvagens das tribos, ao desfrutarmos da fartura, da beleza, do alimento e equilíbrio desta esfera de vida e fertilidade… Sejamos respeitosos, gratos, harmoniosos, integrados… não alimentando sistemas predadores e depredadores por um progresso desenfreado retrógado… em justificativas por lucro, luxo ou consumo exacerbado… Poderíamos preservar nossas existências com o que recebemos à justa medida em grande abundância, e celebrando os presentes recebidos e agradecendo a generosidade… pelas dádivas da vida…

Selvagens não constroem arranha céus, mas conversam com as alturas em humilde reverencia… cultuando imponentes árvores como contadores de histórias ancestrais…
Selvagens não delimitam espaços além do que lhes foi concedido, nem se apropriam do que não lhes pertence, por se fazerem pertencentes ao ambiente que os acolhem… Não socializam suas vidas em piscinas e clubes de concreto, mas banham-se em rios como um só corpo… Dançam e cantam suas liberdades, suas felizes complacências… reconhecem suas parcelas, perante as existências…

Olhai para além de ti, querido ser civilizado… Já foi dito que não temos culpa… que não fizemos o mundo desordenado, isto realmente não era o plano… Todavia, se insistirmos em abastecer uma máquina de destruição… ela destruirá até que nada mais reste na amplidão… Projetemos em nossas mentes se conseguiremos ver um futuro… no ritmo que caminhamos… A liberdade é invendável… e embora para alguns não pareça, todo civilizado é um escravo de  um destino insustentável … condenando- se à própria extinção e desistência por um saber alienável e omissão. Quando vires diante de ti, uma nova oportunidade a ser-lhe concedida, nestes tempos de evolução acelerada de ascensão da Consciência planetária… olhai para tua Mãe Terra atentamente… Ela não espera de nós arrependimentos, mas que a vejamos finalmente, com os olhos do coração, em renovados sentimentos e com o amor na intenção. Poderemos chamá-la por um nome afetuoso… com o mesmo carinho que Ela se fez anfitriã de nossas passagens, batizada antigamente em seu espírito amoroso… como Gaia… o espírito da fertilidade…

Texto extraído do Livro Freed On Life, o amanhecer da consciência, de Fred Cury.

Disponível em: https://clubedeautores.com.br/book/188125–Freed_on_life#.VavguF9Vikq

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