O anônimo

Porque haveriam de citar nomes por detrás de palavras que vieram com os ventos?

Uma árvore oferece seus frutos, e não menciona seu nome…

Uma pequena forma biológica animal que transporta sementes férteis, não diz seu nome para parecerem grandiosos seus feitos… uma grande forma não diz o seu nome para ser respeitado em sua robustez… fazem eles o que vieram fazer por evolução, por equilíbrio…

Porque nomear e classificar o que se manifesta em natural fluência de vida?

Seria uma única vida a selar os feitos com seu nome, como se desvendasse o segredo de tudo?

Fazemo-lo perante um falso mérito, de conquistar algo para manter os alicerces de sobrevivência, alimentando a ignorância da competição, por conceitos que pretendem sobrepujar a vida, e não elevá-la… pela continuidade… pelo passo de cada existência  a perpetuar a existência… e o criar… o criar…

O que um nome significa? Preciso me alimentar em um banquete de vidas interrompidas, pelas ilusões do consumismo? Preciso habitar uma casa de concreto, aprisionado entre paredes e tetos, com instrumentos eletrônicos de frequências escravagistas? Preciso mostrar-me conduzido em um moderno veículo poluente que me transporta, sendo que minha própria vontade me transportaria para onde eu quisesse, aonde eu precisasse ir… o sem limites permitido?

O que eu digo de verdades, não são minhas verdades, mas aquelas que se diz em nome da lembrança armazenada em cada templo adormecido…

O que eu escrevo, é o registro de que passamos aqui várias vezes, para reconstituir o retorno por caminhar adiante…

Não importa, cantar uma nova canção, dançar uma coreografia inédita, dizer aquilo que parece nunca antes ter sido dito, e escrever uma história com direitos autorais… Aonde está minha autoria? E o que são direitos? Falar de igualdade quando alimento mentiras egoicas?

Falar de liberdade, quando me aprisiono ao mundo das nomenclaturas e títulos?

Quem sou eu? Senão alguém que vive, porque a Vida foi ramificada… Foi concebida para criar pela Vida… Foi tonificada com dons hereditários de uma Fonte Criativa intermitente de Vida…

Eu vim, porque havia de vir, para aprender a criar, e quando desta viagem a Mônada me chamar, irei, pois é de lá que levarei o que experienciei na aventura da Vida.

Voltarei ao lar sem paredes e tetos, só o infinito, sem importar-me com o que fiz, apenas que aprendi a semear Vida… em campos devastados pelas mentes equivocadas em seus poderes, desgarradas de suas Vidas… e não precisam meu nome mencionar ao que deixei… apenas que tomem goles desta fonte de saber que não é meu… e saberei que o adjetivo é Vida renovada… Vida inspirada… contínua… ascendida… nada mais… somos Vida de uma Vida…

Quem escreveu estas palavras não fui eu… foi apenas a energia de tudo o que precisa ser dito… e quando eu me for, apague meu nome… porque sei que não será tão importante, adiante… porque tudo evolui e se harmoniza com o Um sem nome, e nomeiem por favor: esta é mais uma obra semente da anônima Fonte de Vida… inspirada pela Vida…

Autor do Livro Freed On Life, o Amanhecer da Consciência… por Fred Cury

Disponível no link: https://clubedeautores.com.br/book/188125–Freed_on_life#.VavguF9Vikq

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