Carta a Fonte…

 

Amada Fonte de minha Vida… Lembro-me quando o tempo se interpôs entre o redescobrir que sempre fostes por mim, meu momento presente, e aquelas angústias em que eu pensava que estavas com outras ocupações importantes, perante minha insignificância…

Daquelas fases equivocadas, em que sentia-me caindo no escuro poço da esperança e desesperança. Onde nem morria por que o fundo não atingia, nem vivia por que a queda persistia…

Mas em meio às indefinições entre viver ou morrer, cair de cabeça ou de pé, crer em me agarrar num suporte nas paredes do poço, para novamente tentar escalá-las. A voz soluçada, enfraquecida preparava-se a oração… E ainda sem saber como pedir, o que pedir, ou se era preciso pedir, antes de compreender que só me era requerido confiar, clamei: “Deus de Amor, ampara-me, perdoa-me, tenha misericórdia deste ser diminuto perante tua grandeza”…

Após lágrimas torrentes e um peito que parecia dilacerado, da dor causada pela indefinição de uma existência, a queda cessou. De repente, havia novamente um solo firme, para que com minhas pernas bambas e coxas, eu me pusesse a alicerçar. Com passos um pouco temerosos, conduzidos pelo sedentarismo, a objetivar um copo com água, cujo sabor, purificava o amargo de minha boca ao paladar de pureza…

Em meio a saciar a sede, o pensamento fazia lembrar uma leitura que fiz outrora, mas não havia compreendido… Depois, ouvir de novo uma canção agora relaxante, a ponto de contagiar o espaço em que me refugiava. Ao ler os sinais sob a forma versos, ouvindo a melodia ressonante, cada palavra ali contava histórias de mim mesmo, apontando novas vertentes, para a real percepção de que Eu Sou provedor de Luz e provenho da Luz…

Minha experiência de dor aos poucos, foi sobreposta por novas formas de ver as coisas ao redor, interpretá-las… Entender que o “ao redor” era irrelevante, ante o que de dentro me chamava constante. Antes sem minha atenção, mas agora triunfante, ao que renovado exteriorizava…

Amada Fonte de Minha Vida, recordo-me hoje desta passagem, não por querer recobrar o que passou, mas por celebração ao dia especial em que pude identificar o que é ressurreição. Quando o “não eu” personificado rendia-se à redefinição do Eu inviolado. Absorto pela graça de ti, Pai/Mãe da Criação…

Pelo dia especial em que ao meu clamor, começaste paciente a mostrar-me novamente que vivo, porque tu evoluis… Que Eu sou, porque tu és… Que posso criar porque criastes… Que terei misericórdia e nada julgarei, porque não julgas… Que amo, porque estás em tudo que é Amor…

Sinto-me rejuvenescido pela eternidade do coração. Neste teu aspecto de vida pulsante e vibrante manifesto, dentre tantos manifestos multiplicados teus… No fluxo da Mãe Planetária, onde me elevo em lições de vida e continuidade… Esta que provê todas as facetas da Criação com exuberante beleza, equilíbrio, abundância,fertilidade… Por tudo isso e ao porvir, demonstrarei Gratidão…

Em lugar de pedir-te, me vejo Um em ti… Ao invés de limitar-me, te vejo Um em mim… Do que isolar-me na ilusão em fuga, amarei como demonstras amar…

Pelas dádivas que confiastes a mim, por ti Eu Sou criatividade… Do que inspirar-me em ti, Eu Sou a inspiração… Pela fluência de tua vida em mim, honro o que é feito de ti, toda a verdade. Do que almejar a liberdade, Eu sou por ti, Libertação…

por Fred Cury

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