Eu Vibro por tudo que honro… Eu honro a tudo que amo…

Aqui, muito mais do que uma reflexão, eu expresso em palavras minhas vibrações, as quais, se desejares, podeis faze-las tuas vibrações. Por nossa unidade, minhas palavras tornam-se nossas palavras, até tornarem-se no Um, o Verbo…

Ser ou ter?

Os desejos de ter algo ou ser alguém são aspirações apenas, de um sistema que absorve mais do que concede. Mas podem ser inspirações que se manifestem às experiências de Ser. Não alguém que conquiste ou represente uma personalidade, requerida pelo mundo competitivo, polarizado e dividido, mas o Ser em comunhão com o Absoluto.

Nada é conquistado, nada é meritório. Conquistas são efêmeras e méritos são vaidades e para o Absoluto, são aparências e experiências de superação da alma, em meio a um confinamento ilusório. No absoluto, os limites não lhe serão impostos, do contrário, inspiram-te infinitamente e indefinidamente a criar com a Fonte, favorecendo uma nova manifestação ao Todo. O propósito não é aquele que atende interesses individuais, mas aquele que fertiliza a continuidade e substitui a hegemonia dos preceitos sociais, pela harmonia de tudo que Vive da mesma origem.

Portanto, Eu Vibro, para que descubras teu propósito, em detrimento do papel que representas…

Perdão ou condenação?

Ser justo, não é saber julgar, mas entender o sentido do perdão. O perdão é a retomada à continuidade da evolução, onde cada qual recebe a oportunidade de realinhar-se com a Fonte e com o Todo.

Não há culpas, carmas, penalizações, castigos… Tudo isso são conceitos que aprisionam o ser no medo de errar, que nada conduz senão ao erro que se tenha focado. Se iluminares com a misericórdia suas experiências, alinharás todo sentimento de julgamento a si e ao todo, à compreensão de que perante a eternidade, nenhum dogma de subserviência ou de legislação humana faz algum sentido. Toda Lei gerada neste sistema, serve para oprimir e repreender reações que o mesmo sistema incentiva. Regenerado ou não, o ser retorna ao sistema, este que nunca se regenera e muito menos se inova. O Perdão interrompe esse processo que gira em torno de si, e abre as portas para o novo manifestar-se em toda sua glória.

Pode-se entender a purificação como limpeza, um eliminador do infortúnio, ou pode-se concebê-la como transmutação, ao caminho compassivo e reconhecido do retorno à origem. Em uma prevalece a condenação, em outra, o perdão. Uma propõe a exclusão e a outra, a liberação. A limpeza classifica o Ser pecador. A Transmutação nada classifica, apenas dignifica. A limpeza considera o impuro da ilusão, mas a transmutação, a experiência aprimorada à criação.

Portanto, Eu Vibro para que não julgues mais…

Caminhos de Luz…

Para encontrar o caminho da luz não é preciso segui-lo, apenas iluminá-lo do próprio Ser por princípio, compreendendo-o sem destino. Todo Ser é Luz, energia, manifestação e pode gerar esta Luz para iluminar o próprio discernimento, até atingir a compreensão de que cada qual tem sua trajetória evolutiva a cumprir… Embora sejamos um coletivo de Luz, singulares são as experiências, a fim de enriquecer ainda mais o conhecimento Universal.

Se para viajar pelo mundo das formas leva-se bagagens, para retornar ao universo das dimensões de Luz, não é preciso portá-las. Pois, não há histórias ou bagagens necessárias ao Ser que reencontra-se iluminado, conduzido em seus avanços pela própria Luz que lhe define. Olhar para o alto é o mesmo que olhar para dentro.

Portanto, Eu Vibro para que te encontres na Luz… A Luz que És…

O novo só começa após o fim do antigo…

É preciso conscientizar-se de que não é prudente cavar histórias de nossas origens ou antepassados no plano terreno e seus ciclos, pois não são nossas origens de fato, que vão muito além da Vida em um único sistema, todavia, advindas de uma única Fonte de Amor e Evolução Infinitos. Desnecessário é, tanto quanto insensato, do ponto de vista do foco energético, ou seja, onde direciona-se o poder do Eu, que busquemos nas histórias nefastas do passado, concernentes a humanidade, explicações ou culpados pelo caos que ocorre hoje.

Inovar, não é corrigir velhos conceitos, onde tudo se desgasta reincidentemente e alimentamo-los com a atenção e crenças, mas sim, irrigar a semente que se expande imensuravelmente.

O caos, não vem para transportar ou agregar velhos pensamentos aos novos, mas para trazê-los do obscuro à superfície das percepções, o desarmonioso, liberando-os de nossas crenças como realidades, para que possamos novamente, com os cálices vazios, receber o néctar de pureza das novas vertentes e potencialidades reais de cada Ser. Portanto, o caos é um produto da ignorância e a felicidade plena, do conhecimento. Felicidade, não se alcança pelo querer, mas emanando-a do Ser novamente.

Nós nos aprimoramos ao descobrirmo-nos em essência. Não mudamos, apenas tendemos a evoluir, dissolvendo o personagem social, retornando ao espírito e trazendo sabedoria, a um plano que já tenha se perdido em buscas ilusórias.

O sábio não precisa do cajado para sustentar uma caracterização, mas para auxiliá-lo a subir num ponto mais alto de uma montanha… Onde seus pensamentos ventilem nas alturas, alimentem-se do seu centro e ecoem energizados à superfície.

A sabedoria não tem marca, tipo, forma, nome. Apenas é a manifestação do autoconhecimento em sua plenitude, de onde o Ser identifica-se no Amor.

Portanto, Eu vibro para que te abras ao novo e te reconheças nele, criador…

Eu Vibro para que confies em teu Criador…

Acima de tudo, na energia magnânima e Fonte inesgotável de Vida, Abundância, Perfeição e Amor, atuante em cada coração. Fé, não se exprime no orar, mas trazendo do interno a oração. Até que o simples silêncio seja em si, a certeza de que palavras não mais precisem ser expressas, nem rituais conduzidos, nem cerimônias, nem cultos, nem quaisquer chaves que venham abrir portais. É quando o pensamento deixou de procurar algo, além do que sua verdade interior pode revelar-lhe a partir de si mesmo. É quando o Ser sente-se inserido, reintegrado e reunificado ao Amor.

Portanto, Eu Vibro para que estejas e sejas em Amor…

Pois, reconhecer o amor não consiste em aprendê-lo ou entende-lo, apenas libertá-lo e sê-lo…

escrito por Fred Cury

Versão em vídeo/áudio narrado pelo autor, com músicas de Reynaldo Moysés Jr.

Publicação no YouTube: https://youtu.be/_9zE_OkNueU